Dez 05
TOCA A LEVANTAR, TEMOS UM PAÍS PARA ENDIREITAR

Eleitoras e eleitores

Hoje acordei com um pressentimento!
Sei que é sexta-feira 13 e não quinta-feira 12 ou sábado 15!
Sei que hoje é um dia de azar, mas não é um dia de azar, é o dia em que as outras candidaturas têm o azar de me ter como rival, porque quer eu queira ou não queira, serei eleito presidente de Portugal!

Eu queria parar! De vários quadrantes políticos vieram-me pressionar, os orgãos de comunicação social tentaram-me ridicularizar, inventar escândalos etc, mas o enorme movimento que se gerou à minha volta disse “Não! Vieira és o nosso campeão!”

Eu sei que o campeonato ainda mal começou, mas o dever de um campeão é um e só um: ganhar! Porque na política não basta ser candidato, é preciso também saber lutar! E à minha volta o que vejo? Candidatos? Podem ser bons, podem ser bem intencionados, mas não passam de amadores. E amadores não ganham campeonatos!

Eleitores e eleitoras, eu hoje acordei. Não, não foi só um pressentimento ou um sonho. Podia ser um sonho, mas os sonhos não passam de sonhos. Eu acordei com a certeza, a absoluta certeza de que serei eleito. Para muitos isto pode parecer absurdo, para quase todos isto é incompreensível. Mas, pensem bem, talvez a verdadeira razão seja essa, e faço minhas palavras que alguém aplicou a Cristo: eu serei eleito porque é absurdo, eu serei presidente mesmo se isso é incompreensível. Eu serei o vencedor à boca das urnas por mais que seja improvável! Não queremos beber do esgoto, queremos água potável!

Eu não quero um povo adormecido. Eu não quero uma população viciada em concursos na televisão. Eu não quero um povo com falta de imaginação. Eu quero ser presidente de um povo inteligente! Sei que não será fácil, sei que isto é um começo, mas não podemos perder tempo. Por isso é sem rodeios e meias-medidas que proponho, não num futuro longínquo, mas para já, a elevação do coeficiente de inteligência dos portugueses e portuguesas para níveis jamais imaginados. E depois não nos venham falar de atrasos “estruturais” e coisas que tais. Ao nosso lado os nossos parceiros europeus terão a modesta prestação de atrasados mentais! Já lhes comemos as papas! Ao ser eleito presidente cada português será transformado, nada mais, nada menos, no génio a que sempre teve direito.

Portugueses, em pé! Assim é que é!

Temos tido presidentes, que, mais que os governos, têm sido competentes. Isso é bom! Dou-lhes os meus parabéns! Mas será que isso chega? será que os admiráveis discursos desses senhores fazem bater os nossos corações? Será que alguém precisa dessa retórica que o estado publica em grossos volumes e que os contribuintes pagam e ninguém lê? Portugal precisa de mais, de muito mais, e não de presidentes virtuais.

Os políticos vêm, e com razão, queixar-se da abstenção, mas há uma vontade que ou não cabe nos partidos ou os partidos não querem que ela caiba neles, porque estão acomodados na valsa lenta dos cargos. É o que eles dizem sempre que estão na oposição. Não preciso de o repetir. E sobre desgraças destas não vale a pena derramar lágrimas. O melhor é desatarmos a rir! Por isso eu vos peço, e sei que não é em vão. É tempo de dar expressão à abstenção: acabou a brincadeira, votem vieira!

Eu hoje acordei com um país torto. Acordei com o Zé a bocejar ou a dar um arroto. Mas o Manel que há em mim não deixará as coisas continuar assim. Se Portugal está torto, toca a levantar: temos um país para endireitar. E só há um endireita nesta maratona eleitoral, é escusado apontar dedos para o ar!
Chega de canseira: vieira, vieira, vieira!

E basta de impotência, vamos lá a ser uma super-potência!

Os partidos são importantes para a democracia, são uma espécie de mal menor para não reinar a confusão. Mas um presidente não precisa de filiação para nada. Aliás, como pode um presidente com cartão partidário ser o presidente de todos os portugueses? Será verdadeiramente? Ou será presidente um bocadinho mais para uns do que para outros? Ou será um presidente para si, para o seu egoísmo politico. Eu não quero ser presidente pelo poder nem para alguém favorecer. Não precisam de temer! Eu serei presidente porque tenho essa vocação. O resto é ilusão!

Um candidato que quer ser presidente de todos os portugueses e que venha de algum partido não é carne nem é peixe. É um híbrido. É um animal de estimação. É um pokemon. Eu vou apanhá-los todos. Eu vou até ao fim!

Não há quem não queira Vieira na cadeira!

Quando olho para os meus rivais o que é que eu vejo? “clones”! Só a máscara é diferente. E depois dão o melhor de tudo para marcar as diferenças, fingem-se inconformistas e dão chochos nas feiras, como se isso marcasse alguma diferença no “replay” do filme eleitoral. Nós não precisamos de marcar a diferença. Antes de eles serem iguais a eles mesmos já nós éramos diferentes. Nós até preferíamos ser parecidos com eles porque era capaz de ser divertido. Mas não é possível, e agora é tarde de mais!
Chega de falsa diferença, queremos Vieira na presidência!

Diz-se que os portugueses são pacientes. Que sabem esperar. Que devagar se chega ao longe. Mas a história tem provado que até o saber popular está errado. Comigo o país ira para todo o lado. Comigo o tédio vai acabar. Comigo a corrupção não se salva nem a nado. Portugueses e portugueses habituem-se desde já ao inesperado! Acabou-se a feira: votem Vieira!

Por isso só vos peço uma coisa. E o que vos peço é o melhor que se pode pedir: coragem! Esqueçam os vossos preconceitos, as vossas dúvidas, as vossas reticências. Coragem! Votem em mim! Porque esta candidatura já cava a sepultura da estupidez, e comigo na presidência devolverei aos portugueses a inteligência de vez.

Coragem mais uma vez!
Não tenham medo!
Sejam verdadeiros!
Sejam espontâneos!
Sejam portugueses!
Votem sem canseira, votem Vieira!

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Nov 05
L'ORDURE TUGUE

Qualquer um dos outros candidatos, seja ou não seja realmente um candidato, é de facto um excelente candidato. Eu direi mais, são candidatos provavelmente melhores do que eu. Infelizmente são tão bons, tão bons, que acabam por ser mesmo piores do que eu.

Entre os excelentes, os melhores dos melhores, sou realmente o menos mau, embora seja quase péssimo.

Prefiro poupar as críticas às outras candidaturas. É uma perca de tempo. Prefiro gastá-lo construtivamente fazendo as mais impiedosas críticas dos meus actos e projectos. Ao denegrir-me estou a dar aos portugueses as comédias brejeiras que eles necessitam, as gargalhadas que hão-de transformar o país da saudade no saudável país da risota.

Vou desenrascar Portugal da política rasca, substituindo-a por um elenco com actores de luxo.

A forma mais rápida de transformar um país que se julga profundamente negativo é ser tão negativo ao ponto de negar realmente toda a negatividade.

Usar os ícones da cultura mundial (Mona Lisa, Miguelangelo, Marylin, o próprio Deus, o Infante D. Henrique, o Smile) que votam Vieira.

Se exigirmos o possível, acabarão por nos dar o impossível

Je prefere l’ordure à l’ordre qui dure.

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Nov 05
O APELO DO CANDIDATO VIEIRA

Todos os dias, quando passo na rua, ouço cidadãos, bêbados ou sóbrios, negros ou brancos, mulheres ou crianças, de todas as orientações e desorientações sexuais a afirmarem peremptoriamente que votaram em mim...
Talvez tenham votado, nos seus inconscientes, talvez a ilusão seja a única realidade.

Mas a realidade dos factos é que nos faltaram algumas assinaturas reconhecidas pelas juntas de freguesia ( o documento 2) em 2001. A realidade é que é difícil recolher assinaturas e é chato para os cidadãos passarem pela máquina burocrática relativamente simples das juntas de freguesia.
É preciso querer
É preciso fazer
É preciso existir
É preciso resistir

Fazer outra pré-campanha, por mais folclórica que seja, sem ter as assinaturas pode conduzir ao engano. E é por isso que ponho condições muito restritivas em relação a este assunto, da mais grave importância para a pátria.

Tomei esta decisão depois de ponderar muito gravemente sobre o assunto em face das condições catastróficas destas eleições presidenciais de 2006.

Sei que muitas pessoas, já idosas têm a perspectiva do pesadelo até ao fim das suas vidas. No entanto...
Tomei a solene decisão de que só me candidatarei se tiver as 7.500 assinaturas.
É uma decisão final e irrevogável.

Tomei também a decisão de avançar simultaneamente para a formação de um partido que continuará a lutar por uma sociedade mais como a malta quer, seja qual for o resultado destas eleições. Eleições estas que vencerei à 1ª volta, caso tenha as assinaturas.

Ahhh, as assinaturas...

É tempo de assinar, assinar e assinar.
Não me perguntem o que posso fazer por vós. Perguntem-me o que é que vocês podem fazer por mim.

Portugueses, assinem.
Sem as assinaturas, verão os Ferraris a passar ao largo.
Sem as assinaturas não há pote de ouro, nem arco-íris.
Por isso assinem e dêem uma oportunidade a este país, que bem precisa, coitado.
Ao assinarem estão a contribuir para os oitocentos e tal anos de história desta nação
Ao assinarem estão a dar uma lição à historia e ao mundo.
Ao assinarem, com uma caneta Bic preta de preferência, ao enfrentarem o sorriso matreiro dos elementos das juntas de freguesia, estão a enfrentar o Adamastor moderno.
O Adamastor que dizia “daqui não passarão os portugueses!”. Pois os portugueses podem passar qualquer barreira, desde que tenham tomates para isso.
Ao assinarem estão a escarrapachar os vossos testículos num papel impresso.
Ao assinarem estão a dar à luz uma inacreditável obra de arte colectiva que fará o mundo, espantado, engasgar-se de admiração.
Meus amigos, este não é tempo para discursos.
Há um tempo para tudo.
Um tempo para dormir, um tempo para fazer amor e um tempo para amar a vida.

Portugueses, acordem! Portugueses, assinem.

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Out 05
ALGUNS PENSAMENTOS SOBRE A CAMPANHA

Fui traído pelo meu próprio partido e ainda por cima com a minha melhor amiga.

Eu é que sou o Manuel Alegre. Primeiro porque me chamo Manuel e 2º porque sou muito alegre.

Mário soares é bochechas, não é? É fixe...

Cavaco e soares são responsáveis pelo estado a que chegou este país. Podia ser pior. Olhem para a Guiné-Bissau...

Cavaco é apoiado por Eanes. Esculpidos em pau, como gigantones, matraquilhos á escala humana, manejados pelo imperialismo sodomita.

Os portugueses estão fartos de ser enrabados. Eu proponho outra coisa. Felatios e cunilingus gratuitos para toda a gente.

Essa merda do mundo global é para atrasados mentais. O mundo é da forma que nós quisermos.

Os graus de parentesco devem ser modificados.

Os pedófilos devem ser encerrados na masmorra do Portugal dos Pequenitos.

Isto já nem com dois ou très salazares, costumam dizer os taxistas. Mas era preciso trazer o Soares e o Cavaco? Ao menos com Cavaco teríamos silêncio em Belém.

Soares já jantou muitas vezes, fez muitas viagens...o Cavaco anda magrinho...

A política não deve ser feita por ex-políticos

Cavaco Silva. O regresso do vampiro.
Não tenho medo do Cavaco. Equipei-me com vários crucifixos, bisnagas de água benta, colares de dentes de alho, um pau afiado de carvalho e uma bala de prata.

Muita gente tem-me implorado para não me candidatar. Sobretudo senhoras de idade. Mas temos que pensar no futuro…

Aprecio e tenho a maior consideração pelos trabalhos realizados por Casaco Silva e por Bochechas Soares, mas também tenho admiração por D. Afonso Henriques, Viriato ou a Torre dos Clérigos e não vou votar neles para Presidente. Só porque acho que não são as melhores opções, neste momento, para Portugal.

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Set 05
A PÁTRIA PORTUGUESA CORRE PERIGO

A pátria portuguesa corre perigo. Mas não muito perigo. Algum perigo, porém.
Um povo que já não é povo num país que já não é um país, liderado por políticos que já não são políticos. Um destino glorioso que já não é um destino glorioso, um passado heróico que já não é um passado heróico.

O mundo é dominado pelo estrangeiro. O nosso mundo já não é o nosso mundo. Tiraram-nos o nosso país. Já não é nosso, nem de ninguém.        
Existe uma conspiração internacional contra Portugal, seja esta deliberada ou inconsciente. O objectivo é apoderarem-se da nossa pobreza e transformar-nos em não-portugueses. Passaremos a ser nem portugueses nem estrangeiros, sombras de um império empalhado, estrangeiros na nossa própria terra, escravos de um jugo cego e acéfalo.

Um exemplo muito concreto da dimensão desta operação de subversão  é aquilo a que chamam o aquecimento global, que não passa de uma manobra planeada já desde o princípio da revolução industrial com o objectivo de transformar o nosso país num deserto. Mas o domínio da cultura cinzenta e uniforme que pouco a pouco cobre a nossa vida está já a transformar a nossa vida mental no pesadelo recorrente de um caranguejo no aquário de uma cervejaria.

O milagre desta candidatura é a criação de um espaço onde possamos circular, viver e pensar livremente, fora do nazismo côr-de-rosa multinacional, fora do politicamente correcto de aviário, da pornografia sentimental, da formatização robótica de uma sociedade de atrasados mentais.

Portugueses, não tendes nada a perder para lá dos vossos vícios.
Não tendes nada a esperar para lá das vossas capacidades.
Não tendes nada a que vos agarrar a não ser as escoras dos vossos dejectos.
É por isso que propomos aos leitores, sejam ou não filiados no Bom Partido, que assinem os papelitos e enfrentem o Adamastor moderno da burocracia local para fazer chegar à frente uma candidatura que transubstancia o nosso alquímico desejo de viver num país, talvez imperfeito, mas feito à nossa medida.
Cada português que assina Vieira é uma espinha na garganta do sistema político.
Cada assinatura é uma candidatura do próprio assinante.

Aqueles que fazem garatujas no boletim de voto terão a sua máxima expressão no pénis gigantesco que será esta maravilhosa garatuja colectiva: O candidato Vieira.



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